O movimento anticorrupção latino-americano em NY


justicia_independienteA Americas Quarterly promove nesta sexta, 2/3, em Nova Iorque, um seminário sobre “Latin America’s anti-corruption movement” (O movimento anticorrupção latino-americano).

Dez nomes de peso estarão nos painéis.

Haverá transmissão via webcast a partir das 10:30 (horário de Brasília) por este link.

Eis os painelistas:

· Rodrigo Janot, professor da Universidade dos Andes (Colômbia) e ex-PGR (Brasil)

· Sérgio Moro, juiz federal (Brasil)

· Néstor Humberto Martínez, PGR da Colômbia (Colômbia)

· Iván Velásquez, Comissário-chefe da Comissão Internacional contra a Impunidade na Guatemala (CICIG)

· Thelma Aldana, PGR da Guatemala (Guatemala)

· Claudio X. González, presidente e cofundador da ONG Mexicanos contra a Corrupção e a Impunidade (México)

· José Ugaz, ex-presidente da Transparência Internacional (Peru)

· Eduardo Engel, professor de Economia da Universidade do Chile; ex-presidente do Conselho de Aconselhamento Presidencial sobre Conflitos de Interesse, Tráfico de Influência e Corrupção da gestão Bachelet (Chile)

· Alan Clutterbuck, presidente e cofundador da Fundação Rede de Ação Política (Argentina)

· Geert Aalbers, sócio sênior da agência Control Risks

· Shannon K. O’Neil, vice-diretora de Estudos Latinoamericanos do Conselho para as Relações Exteriores (CFR) (Estados Unidos)

· Brian Winter, vice-presidente de Política da American Society / Council of Americas e editor-chefe da Americas Quarterly (Estados Unidos).

A luta contra a corrupção está na agenda global, como se pode ver pelo Objetivo do Desenvolvimento Sustentável 16, das Nações Unidas. No contexto latino-americano, a transparência e a probidade públicas ganharam grande apelo regional em função do caso Lava Jato.

O tema continuará em alta por muito tempo, dada a relação intrínseca entre corrupção e subdesenvolvimento, como revela claramente o Índice de Percepção da Corrupção (CPI), divulgado recentemente pela Transparência Internacional.

Os países mais miseráveis do mundo são geralmente os mais corruptos. Países mais desenvolvidos têm menos corrupção. Por quê? Devido à boa aplicação das verbas públicas, boa governança e controle de gastos por mecanismos internos e externos, as populações de tais nações têm mais acesso a serviços de saúde e educação, saneamento básico. Vivem mais, são mais educados, podem, por isso, escolher melhor seus governantes e interferir de forma mais consciente nos destinos políticos de seus países.

O dinheiro público é bem empregado em infraestrutura, sem desvios e superfaturamentos, o que contribui para o desenvolvimento nacional, num ambiente econômico equilibrado e progressista.

Daí a importância de assegurar que o Judiciário, o Ministério Público, as Cortes de Contas e outros órgãos de prevenção e controle sejam instituições fortes, transparentes e independentes.

A corrupção empobrece as nações e rouba o futuro das pessoas.

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