
Em 26 de março de 2026, o Tribunal de Apelação de Roma autorizou a extradição da ex-deputada brasileira Carla Zambelli.
Como costumo explicar (vide o Caso Pizzolato), a dupla nacionalidade da pessoa procurada não impede extradições da Itália para o Brasil.
Ainda cabe recuso para a Corte de Cassação, que também fica em Roma. Sua defesa já anunciou que recorrerá.
Se ela perder na Cassação, o ministro da Justiça italiano poderá entregá-la ou não ao Brasil.
Se decidir pela entrega, Zambelli ainda poderá acionar a justiça administrativa italiana, isto é, o Tribunal Administrativo Regional (TAR) do Lazio, competente para questões de alcance nacional.
Perdendo, restar-lhe-á recorrer ao Conselho de Estado.
Se for derrotada na Justiça Administrativa, Zambelli pode pleitear proteção à Corte Europeia de Direitos Humanos, em Estrasburgo, onde é pouco provável que tenha êxito.
As melhores chances da ex-deputada estão na fase política do procedimento extradicional, quando tem grande peso a mão do governo, atualmente da primeira-ministra Giorgia Meloni.

Leia a decisão na íntegra:

