O Rio segundo Rambo


O que Rambo pensa do Rio?

A pergunta não é um truque. Pelo que se leu nos últimos dias, Rambo pensa. Ele foi green beret e lutou nas selvas do Vietnã, explodiu casas e veículos e matou pessoas. Por seus serviços violentos, recebeu mitas medalhas.

No entanto, esta semana, ao divulgar o seu novo filme “Mercenários” em San Diego, Sylvester Stallone, o ator que personificou o dementado herói, resolveu atirar contra o Brasil. E muita gente se chateou. Eu não!

Sobre o famigerado BOPE, Sylvester Stallone detonou: “os policiais de lá usam camisetas com uma caveira, duas armas e uma adaga cravada no centro; já imaginou se os policiais de Los Angeles usassem isso? Já mostra o quão problemático é aquele lugar”.

Olha o emblema do BOPE aí ao lado. Stallone falou alguma bobagem? Não!

O cara que viveu Rocky Balboa nas telas deu-nos um soco direto no queixo, que deveria levar a nocaute esse símbolo da violência policial no Brasil.

Assim falou John Rambo! E o homem entende de sangue.

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13 comentários

  1. <Olha eu acho que o bope fas a coisa certa eles
    elimi nâo os criminosos porque se prender eles sâo soltos temque
    matar mesmo ate parese, ser erado mas a realidade è isso ai ,no
    outro dia eles voutâo a faser as mesmas coisas e o cimbolo do
    cavera mostra respeito eles devem comtinuar asim quem sabe um dia o
    Brasil melhore:

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  2. Aí é que está: não é um símbolo de “morte e violência”, a faca na caveira representa justamente o triunfo sobre a morte, através do combate ao crime.

    Acho engraçado que acadêmicos que nunca estiveram em confronto com bandidos queiram criticar a ação da policia. Justamente por estudar tanto é que acadêmicos não deviam reproduzir a visão incompleta do senso comum sobre as polícias.

    Para a população em geral a opinião sobre segurança pública é bem delineada em duas linhas de pensamento: os que acham que a polícia é 100% violenta e corrupta, e os que acham que bandido bom é bandido morto.

    Os acadêmicos adoram reproduzir a 1ª ideia, muito embora, salvo raríssimas e honrosas exceções (Luiz Eduardo Soares, por exemplo), nunca tenham se interessado em inteirar-se de como se treina um policial (inclusive das Forças Especiais), e quais as razões para um policial agir de determinada maneira, durante um confronto ou em abordagem policial.

    Curioso que não se tem ideia de nenhum lugar onde teóricos sem experiência prática tenham vencido o crime. Somente policiais e especialistas em segurança pública conseguiram isso até hoje. Lutar contra o crime exige estudo, planejamento e prevenção, mas por vezes o confronto é inevitável.

    Leiam livros como “Abusado”, de Caco Barcellos, e o dois livros sobre “falcões” (os soldados do tráfico), de MV Bill e Celso Athayde, e verão que existem bandidos que fizeram a opção livre e consciente pelo crime, e conjuntamente optaram, gratuitamente e cônscios, pelo maior grau de violência e fealdade que o crime possa proporcionar. Pra essas pessoas falar de técnicas de ressocialização é provocar riso. Com esse tipo de bandido o confronto é inevitável.

    E o problema dos nossos acadêmicos é que eles acham que pode se tratar qualquer criminoso com mel e flores, que o mal em todos os casos será vencido pelo altruísmo e pela beleza dos gestos…

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    • Alan, convido-o a conhecer melhor o Blog. O crime deve ser punido com rigor e eficiência, mas sem desrespeitar a Constituição. Abs.

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      • Pois é, professor, concordo com o senhor. Mas o que está faltando, e justamente da parte do Judiciário, é rigor e eficiência. O criminoso tem todos os direitos, como aguardar julgamento em liberdade, ficar a salvo de delação anônima e progressão da pena, independente de quão violento e socialmente danoso ele seja.

        Já para a vítima (se viva estiver), resta a dor, a violência e a humilhação.

        Esse “garantismo penal” ainda vai decretar que o crime é precipitado pela vítima em 100% dos casos, que o bandido deve ser solto e a vítima presa…

        Não estou exagerando não, professor. Para ilustrar o que digo, peço apenas que me mostre, na Constituição, onde está o direito fundamental do cidadão à prisão do criminoso (ainda que réu confesso) e à honestidade dos políticos.

        Pois é, não tem, né?

        Mas os bandidos e os maus políticos sempre alegam o direito fundamental à presunção de inocência em seu favor. E com isso delinquindo, saqueando os cofres públicos desenfredamente (alguns há mais de meio século), levando o povo a morrer de fome e de falta de assistência – e conseguiram proibir o uso de algemas e ainda querem jogar no lixo a Lei da Ficha Limpa.

        Tudo com o argumento centrado num direito fundamental.

        E os direitos fundamentais do povo, como ficam?

        (Ou melhor, eles ao menos existem?)

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  3. Desculpa, professor, mas eu acho isso bobagem. O senhor queria o quê? No lugar da caveira, das pistolas e da adaga, o BOPE deveria ostentar um unicórnio, coraçõezinhos e estrelinhas? Tá, desculpa, exagerei. Mas o que quero dizer é que, pra mim, o emblema não precisa ser visto como símbolo de violência policial. Eu, pelo menos, conseguiria participar de uma organização com esse símbolo sem me animar a cometer atrocidades. Pra mim é só uma coisa de garotos bancando os machões, que ninguém leva muito a sério, leva? É só um jeito de dizer: “Garotas, meu trabalho é duro, coisa de macho, eu corro perigo constante, viu?” Acho que, quando a pessoa tem a cabeça no lugar, ela se comporta, ainda que vista a farda negra, cante que vai deixar corpo no chão etc. É só pose, não?

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  4. Acho que ao analisarmos isoladamente o símbolo do BOPE pode parecer algo que instiga a violência, como uma sede por sangue, mas ao se analisar a simbologia deste veremos que é bem diferente, a faca na caveira representa a vitória da vida sobre a morte, que é o que praticamente os homens que entram para o BOPE passam, após um rigoroso selecionamento.
    Não acho ruim criticar o Brasil, desde que com fundamentos, mas o Stallone foi bem superficial em sua crítica e se valeu de vários esteriótipos americanos, que mostram desconhecer a realidade brasileira, além disso ele visitou os lugares mais barra pesada do Rio e depois veio reclamar de violência como se fosse algo não esperado ou como se não houvesse bairros americanos largados ao domínio de gangues de traficantes.
    Vale lembrar que o Departamento de Polícia de Los Angeles era até pouco tempo atrás considerados um dos mais violentos e corruptos dos EUA, seu melhoramento é coisa recente, fruto inclusive de uma intervenção federal. A melhora no LAPD é coisa de poucos anos.
    Acho que críticas são sempre bem vindas, desde que concretas e com fundamentos e não baseadas em esteriótipos, que foi o que ocorreu. Um exemplo de crítica bem vinda foi o relatório do GAFI sobre o tratamento da lavagem de dinheiro no Brasil. Não que a polícia do Rio não tenha problemas com a violência, mas a crítica do Stallone do modo como foi feita foi bastante ofensiva.
    Por fim, eu só gostaria de mencionar o livro “Charlie Oscar Tango” que ilustra bem o cotidiano dos policiais brasileiros membros de grupos de operações especiais, no caso o destaque maior é do COT, da Polícia Federal, já que os autores são dois agentes federais, porém nele há algumas menções à operações conjuntas entre o BOPE e o COT e se verifica que o treinamento destes homens é algo digno de respeito, acredito inclusive que a maior parte dos abusos da polícia carioca seja por parte dos policiais “convencionais”. Não que o BOPE seja perfeito, longe daquela imagem heróica que muito têm se passado, mas também não acredito que seus membros sejam homens sedentos por sangue.

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  5. Acho engraçado quando alguem de outro país faz alguma crítica ao Brasil e os brasileiros imediatamente respondem em massa, rechaçando o que foi dito. Foi assim com Simpsons e agora com o Stallone.

    Não entendo o que essas pessoas têm na cabeça. Quer dizer então que só nós brasileiros podemos falar mal de todos os podres do País? Falar mal dos outros países pode, mas outros falarem do Brasil não? Lógica furada.

    Realmente, um batalhão que tem como emblema o que tem é sinal claro de uma sociedade problemática. Quando o Tropa de Elite foi lançado, em vez das pessoas assistirem e se impressionarem com a quantidade de absurdos que o filme mostra, a quantidade de coisa errada que acontece, acham “legal” o capitão Nascimento e botam a musica da trilha no carro alto pra ir pra a balada.

    Tá tudo errado por aqui e a verdade dói.

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  6. Esse símbolo do BOPE é digno duma tribo canibal dos filmes de Indiana Jones. Que tipo de corporação séria tem uma imagem maligna dessa como emblema? Só mesmo o brasileiro, cego pelo patriotismo burro (que se mobiliza pra combater piadas mas não se mobiliza pra mudar o país) pra não ver isso.

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    • Pois é, Vinicius. Todo mudo ficou zangado com a história do macaco. Na verdade, o cara fez uma dessas piadas típicas dos americanos. Mas falou também uma coisa séria: sobre o que esse símbolo do BOPE revela sobre nós mesmos como brasileiros num país acostumado à violência.

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  7. Ótima visão sobre o caso, professor.

    Sem querer ser engraçadinho com o trocadilho, mas já sendo: “macaco não olha para o rabo”. Interessante como nós, brasileiros, ficamos irracionalmente chateados com esse tipo de coisa, ao invés de perceber que esses comentários, apesar de preconceituosos, demonstram problemas que vivenciamos todos os dias.

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      • Ilustre Professor, antes de tudo que falta nos faz na UEFS, tenho certeza que está promovendo calouroso debates, agora, na UFBA.
        Em relação ao o último post, manifesto-me favorável ao simbolismo empreendido pelo Batalhão de Operações Especiais (BOPE-RJ), devemos lembrar, antes de tudo, que a unidade do BOPE segundo a própria Coordenadoria da Policia MIlitar do RIo, é uma força de intervenção de carater excepcional, contudo falar em excepcional no Rio de Janeiro é falar em combate diário(sei disso).Mas, sem esse simbolismo o BOPE não teria uma de suas maiores armas(o efeito psicológico), ou seja, farda preta, boina preta, carro blindado preto, armas com calibres de guerra (7.62,5.56, .30 e diversas outras). Todos esse “simbolos”, junto com a faca na caveira é antes de tudo é uma arma psicológica tanto em prol dos homens de preto quanto ao narco-traficantes-homicidas que comandam boa parte do RJ.

        Tenho dito…..
        Fraternos Abraços….

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      • Thiago, essa “arma psicológica” (símbolo de morte e violência) não é utilizada por nenhuma força policial dos países em que há respeito pelos direitos humanos. O simbolismo (imagens, canções e o nome do veículo blindado, o “Caveirão”) dão mostra do espírito que anima alguns desses policiais. Somente num estado de guerra isso seria de se esperar. Abs.

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